segunda-feira, 9 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Ontem, dia 08 de Março, foi o Dia Internacional da Mulher e como de costume recebi inúmeras mensagens referentes a este meu dia e de outras tantas mulheres do planeta. Porém, o que mais me chamou a atenção foi ver que entre essas mensagens de felicitações , haviam também aquelas de contrariedade a este dia.
Pelo que pude entender, a contrariedade era meio que motivada pela questão de ser este dia uma mensagem de inferioridade da mulher. Creio que há mulheres que acham que ter um dia só delas é uma inferioridade frente aos homens, pois defendem que a mulher não precisa mais de um dia em especial, pois já estão firmadas e fortes entre os homens.
Todavia, eu discordo totalmente deste pensamento. Acho que a mulher deve sim ter um dia em sua homenagem, pois tudo que foi construído com garra, força e luta deve ficar registrado, e nada melhor do que fazer este registro mediante uma homenagem.
Para quem não conhece a história das mulheres e a luta pelos seus direitos, aí vai uma breve resenha dos fatos mais importantes que consegui pela Internet:
  • "A história do Dia Internacional das Mulheres começa com a inserção das mulheres no mercado de trabalho após a Revolução Industrial. As mulheres saíram dos lares, mas não conseguiram os mesmos direitos que os homens.
  • Em 8 de março de 1857 em Nova York as mulheres protestavam contra as más condições de trabalho e salários menores do que os dos homens. Situação que ainda perdura até os dias de hoje, mas graça a Deus, com menos intensidade.
  • O incêndio da fábrica da Triangle Shirtwaist, também em Nova York, não aconteceu em 8 de março como se supõe e nem ocorreu devido aos protestos femininos. O boato sugere que durante o protesto as mulheres teriam sido trancadas e queimadas vivas totalizando 129 trabalhadoras queimadas vivas. No verdadeiro incêndio, o pior da cidade de Nova York, morreram 146 trabalhadoras. O incêndio de Triangle Shirtwaist ocorreu em 25 de Março de 1911. Os protestos por melhores condições de trabalho se seguiram nos anos seguintes.
  • Em 1908, 15 mil mulheres exigiam nas ruas de Nova York redução de horário de trabalho, melhores salários e o direito ao voto. A primeira comemoração do Dia Internacional da Mulher foi realizada em 28 de Fevereiro de 1909, nos Estados Unidos, motivada pelo Partido Socialista da América.
  • Em 19 de março de 1909 ocorreram protestos na Alemanha para relembrar as promessas não cumpridas pelo rei da Prússia aos direitos das mulheres. Em 1910, na primeira conferência internacional sobre a mulher, realizado na Dinamarca, o dia 8 de março foi declarado Dia Internacional da Mulher. No ano seguinte um milhão de pessoas celebraram a data em alguns países da Europa.
  • O Dia Internacional da Mulher de 1917 foi uma importante data para a Revolução Bolchevique na Rússia. Cansadas da guerra e opressão as mulheres aproveitaram a data para forçar a retirada das tropas russas da Primeira Guerra Mundial através de uma greve geral. Quatro dias depois o tsar Nicolau II foi deposto do cargo. O Governo Provisório garantiu às mulheres o direito de votar. O Dia Internacional da Mulher se tornou oficial graças aos esforços da feminista Alexandra Kollontai para relembrar a luta das mulheres por melhores condições de trabalho e direitos políticos.
    Em Moçambique o Dia da Mulher Moçambicana é comemorado em 7 de abril, data da morte de Josina Machel, esposa do primeiro presidente de Moçambique. Assim que o país conquistou a sua independência de Portugal em 1975 a data foi oficializada como feriado nacional. Josina Machel integrou a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) quando jovem, casou-se com o futuro presidente. Josina Machel morreu vítima de doença em 7 de abril de 1971. "
Ainda, sobre a historia da procura das mulheres pelos seus direito, devemos frisar, especificamente, as das brasileiras. Então, aqui vai outro textinho que encontrei sobre nós, mulheres brasileiras:
  • História das mulheres
    Do Diário do Grande ABC
    "A partir das modificações em relação ao gênero feminino, ocorridas no final do século 20, questões importantes foram trazidas para o âmbito da História das Mulheres. Como perceber as transformações na vida das mulheres no passado? Como essas mudanças afetaram o relacionamento entre gêneros?
    Nas relações familiares e de trabalho desde o Brasil Colonial (1500-1822), as mulheres atuavam em múltiplas atividades, como escravas tecedeiras indígenas, escravas africanas quitandeiras, libertas quituteiras e lavadeiras, viúvas chefes de fogos e proprietárias escravistas senhoras de engenho. É preciso observar também que não foram poucas mulheres capazes de acumular pecúlio, por meio da administração de bens e mão de obra.
    No entanto, no decorrer dos séculos 19 e 20, as mulheres inseriam-se, de maneira significativa, no mercado de trabalho formal, como professoras, operárias, trabalhadoras domésticas, modistas, comerciantes, advogadas, médicas, engenheiras, dentistas, enfim, profissionais liberais. Conviviam juntamente com os homens nos ambientes de trabalho, porém, muitas vezes, recebendo salários menores, assim como cargos inferiores, apesar de terem as mesmas ou melhores qualificações. Além disso, tinham dupla jornada de trabalho.
    No que se refere à sexualidade, as mulheres adquiriam novos status com o uso de métodos anticoncepcionais, bem como a luta pela igualdade no relacionamento amoroso, apesar das leis proibitivas contrárias ao casamento do mesmo sexo e ao aborto. Assim, a liberação sexual feminina ocorre por meio de um longo processo de lutas, conflitos e negociações.
    No passado, as mulheres, sofreram com as construções morais religiosas, sendo acusadas pela Igreja - que era intrinsecamente relacionada ao Estado até a Proclamação da República em 1889 - de feiticeiras, pecadoras, curandeiras, diabólicas, bem como de manter relações ilícitas e possuírem filhos ilegítimos. Mulheres, principalmente índias e mulatas, eram representadas como de vida fácil, sempre disponíveis aos senhores escravistas, ou até ao clero regular e secular.Os padrões familiares e de comportamento feminino foram rígidos no Brasil desde o período colonial, por intermédio da cultura patriarcal, escravista e cristã. Fazia parte do ideal feminino que a mulher fosse enclausurada, submissa, obediente ao pai, irmão e marido, zelosa dos filhos, prestativa aos senhores.
    Na esfera política, o direito ao voto, no Brasil, a partir de 1934, não significou a participação das mulheres no Executivo e Legislativo, sendo ainda difícil conseguirem cargos como prefeitas, governadoras, ministras e até presidente. Com a ascensão no poder, há ainda resistência e preconceito quando exercem cargos administrativos relevantes. No entanto, somente nos finais do século 20, com a redemocratização, conseguiram por meio de lutas chegar até alguns pontos altos na vida pública brasileira.
    No campo cultural, foram significativos os trabalhos de artistas e intelectuais como Anita Malfati, Tarsila do Amaral, Patrícia Rehder Galvão (Pagu), Raquel de Queizoz, Clarice Lispector, Zélia Gatai, Lygia Fagundes Telles. Essas mulheres conseguiram destaque graças ao próprio empenho e ao movimento de emancipação feminina, que revolucionou o século 20.
    É preciso destacar o papel de Pagu (1910-1962), escritora que se tornou órfã aos 10 anos, casou três vezes - o segundo matrimônio com Oswald de Andrade -, abortou aos 14, filiou-se no Partido Comunista em 1931 e foi a primeira mulher presa política no País durante a ditadura de Vargas. Trabalhou como tecelã e, apesar de não cursar universidade, escreveu obras relevantes como Parque Industrial (1933) e fez importantes críticas literárias. Além de tudo isso, tentou suicídio várias vezes. Apesar de angustiada com a vida, participou de maneira radical do movimento social de emancipação das mulheres, bem como as suas companheiras intelectuais e artistas.
    Sua descrição literária mais triste é a trajetória de vida da mulata costureira Corina. Ao descrever o cotidiano das mulheres trabalhadoras, Pagu afirma: "As seis costureirinhas têm olhos diferentes. Corina, com dentes que nunca viram dentista, sorri lindo, satisfeita. É a mulata do atelier. Pensa no amor da baratinha que vai passar para encontrá-la de novo à hora da saída. Otávia trabalha como um autômato. Georgina cobiça uma vida melhor. Uma delas murmura, numa crispação de dedos picados de agulha que amarrotam a fazenda.
    - Depois dizem que não somos escravas".
    Observa-se, assim, a importância da literatura na reconstituição dos problemas do universo feminino e as conquistas das mulheres no decorrer da história. Todavia, para a maioria das brasileiras, é necessário observar que as condições de vida ainda são penosas. Pode-se encontrar mulheres violentadas e exploradas pelos maridos, mães solitárias, excluídas das condições mínimas de Saúde e Educação. Enfim, apesar da histórica atuação e das conquistas, é difícil encontrar igualdade e tolerância às diferenças quando se trata de todas camadas sociais, e de todas as regiões do Brasil.
    Igor de Lima é doutorando em História Econômica na USP e pesquisador do Cedhal (Centro de Estudos de Demografia Histórica da América Latina) da USP."

E AÍ, será que depois desse apanhado histórico a nosso respeito não merecemos mesmo um dia em nossa homenagem?

Eu não tenho a menor dúvida que sim, que merecemos mesmo este dia!

O vergonhoso não é ter um dia representando as nossos conquistas em busca da igualdades de direitos, mas sim, ver que alguns direitos que hoje queremos tanto ter nos fazem perder um pouco do nosso referencial feminino. Na verdade nem são direitos, mas sim posturas que não levam a nada, posturas que deveriam continuar sendo só dos homens mesmo!

Pois como diz o preceito fundamental da isonomia: devemos tratar os iguais de maneira iguais e os diferentes de maneira diferente na proporção de suas diferenças! Portanto, neste questão determinadas atitudes masculinas são diferentes das femininas e, portanto, devem continuar sendo diferentes em suas proporções! No demais, os direito serão iguais e tratados como iguais, sem discriminação de sexo, raça e religião!!

E VIVA O DIA MUNDIAL DA MULHER!!!

Mulher (Sexo Frágil)

Letra: Erasmo Carlos
Composição: Erasmo Carlos e Narinha
Dizem que a mulher é o sexo frágil
Mas que mentira absurda
Eu que faço parte da rotina de uma delas
Sei que a força está com elas
Vejam como é forte a que eu conheço
Sua sapiência não tem preço
Satisfaz meu ego se fingindo submissa
Mas no fundo me enfeitiça
Quando eu chego em casa à noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas pra quem deu luz não tem mais jeito
Porque um filho quer seu peito
O outro já reclama a sua mão
E o outro quer o amor que ela tiver
Quatro homens dependentes e carentes
Da força da mulher
Mulher, mulher
Do barro de que você foi gerada
Me veio inspiração
Pra decantar você nessa canção
Mulher, mulher
Na escola em que você foi ensinada
Jamais tirei um dez
Sou forte mas não chego aos seus pés


segunda-feira, 2 de março de 2009

Março chega trazendo a velha e conhecida rotina



E mais um ano começa!!

Pode soar estranho que está frase esteja sendo dita em plena segunda - feira do dia 02.03.09, ou seja, quase 2 meses após o dia primeiro de Janeiro. Porém, para muitas pessoas este período é realmente o inicio do ano. Pois certas circunstancias do cotidiano só voltam à tona nesta época: volta ao trabalho, crianças de volta as aulas, engarrafamentos, filas, gente estressada e por aí vai!!

Hoje pelas ruas já se vê o movimento real da cidade de Porto Alegre!

Deve ter gente odiando, mas eu, contrariando estes, estou até que feliz, pois chega uma hora que o corpo quer se aquietar e voltar para aquela rotininha básica. É ótimo ir para praia, mas também é ótimo ter seu canto organizado ( o que é quase impossível com o vaivém das malas da praia - vai para praia nos findes, volta na semana -aiii chega uma hora que a gente pira).

Enquanto a rotina não me sufoca, eu estou favorável à ela, mas tenho certeza que não vai dar muito eu já estarei querendo férias novamente.....

A gente nunca tá realmente satisfeito! hehe

Contudo, agora, eu quero mais é que ela se reestabeleça "in my life"!!!




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Pseudo Celebridades Carnavalescas"



Ainda sobre o Carnaval, aproveitando sua recente passagem, não tem como não comentar das milhares de "pseudo celebridades Carnavalescas" que nesta data aparecem (ou reaparecem) em frente à TV tentando um minuto, segundo ou até um milésimo de fama. Esta também é a data predileta das "pseudo Celebridades" com denominação de fruta ou algo comestível qualquer (mulher melão, filé, melancia....abacaxi).
Entre uma alegoria e outra, lá estão elas tentado ser as próprias alegorias de Carnaval a atravessar a Sapucaí. Algumas nem chegam a atravessar literalmente o sambodromo, mas fazem de tudo para que sua aparição na multidão que aglomera os camarotes seja tão marcante quanto a escola que está desfilando em plena avenida. É tanta baixaria, ao meu ver, pois certamente deve ter alguém que gosta, pois se não fosse, elas não estariam na mídia rebolando seus "popozões".
Quem ganha com essas aparições são as emissoras sensacionalistas que vivem da critica a programação alheia ou dos escândalos e polêmicas criados por estas "pseudo" alguma coisa (achei que a denominação celebridade, mesmo que entre aspas, era uma "qualificação" demasiada).
Eu fico me perguntando o quê leva este tipo de pessoa a tentar chamar a atenção por estas aparições fugazes?! Não dá para crer que alguém em sã consciência ache que é legal ou interessante para a sua imagem ter este estilo "pseudo" de ser algo ou alguém.
Assim como tem àquela máxima de que alguns homens pensam mais com a cabeça de seu membro inferior do que com sua real cabeça, que eu chego a conclusão que essas "pseudos" pensam mais com seus "popozões" altamente rebolativos do que com seus cérebros ( quem sabe atrofiados por falta de uso intelectual).
Como se diz por aí: em época de Carnaval vale tudo.... Será?? Acho que não, pois assim as coisas vão fugir mais ainda do controle, e uma época de descontração pode vir a ser uma época de confusões e escândalos sem fundamento, ou pelo simples e fútil fato de aparecer por aparecer na mídia, naquela imprensa marron que vive das "pseudos" coisas da vida, criadas por estas "pseudos" pessoas sem fundamento e noção (principalmente a noção, como diria meu pai: falta do "disconfiometro" ligado).
Por isso, minha gente, é que devemos aproveitar os fatos interessantes do Carnaval, assim como as reportagens com algum conteúdo. A beleza está nos desfiles das escolas, nos seus enredos e alegorias e não nos milhares de "pseudo" bundas, peitos, coxas que insistem em preencher os espaços da tela da TV.
Neste momento, pensando "nelas" chego a ficar até com pena, pois penso que o fim do Carnaval para muitas seja até como a própria morte!! É triste esperar o ano todo por um único momento de realização no ano ou até mesmo na vida. Ainda mais triste, é pensar no que se resume esta realização.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

E chegou a Quarta - Feira de Cinzas: hora de voltar à realidade!!



Este Carnaval resolvi inovar! Ao invés de ir para praia resolvi tomar o caminho inverso e rumar ao interior do estado com a ideia pré-constituída de pura tranquilidade.

Que ingenuidade a minha! Já chegando na cidade o movimento já anunciava que o espírito carnavalesco também se espalhara por ali!! Todavia, o que eu não imaginava ainda era com o tipo de Carnaval que iria encontrar. Meu Deus, coisa incrível!! Era àquele Carnaval dos tempo de criança, onde pessoas se fantasiavam, blocos se concentravam e a rua se iluminava entre luzes, fogos, purpurina, confetes e serpentinas. Os produtos mais vendidos nas lojas eram os artigos de fantasia. Em cada garagem das casas uma decoração carnavalesca diferenciada, e nada de música eletronica, mas sim só músicas para literalmente pular o Carnaval (desde axé, samba até marchinhas), para quem não queria se misturar a multidão tinham os camarotes.

Tudo bem organizadinho! E o mais sensacional era o respeito entre as pessoas que dividiam quase que o mesmo pedaço de paralelepipedo e mesmo assim não se estressavam com algum empurrão ou sobra de braço. Óbvio que não sou ingénua de pensar que não houve nenhum estresse ou briga, até porque como não poderia deixar de ser, o "combustível" de muitos era a bebida alcoólica, mas se isso ocorreu, foi algo muito bem dispersado pelo policiamento local.

Praticamente a cidade dobrou em números de habitantes, o que veio de gente de outra cidades próximas. Teve gente que alugou casa, outros organizaram ônibus de bate e volta, uma "locurada saudável", hehehe!!!

Fiquei tão feliz com o que pude revivenciar com este Carnaval! Coisa bem boa poder reencontrar o velho espírito do puro e verdadeiro Carnaval! Porém, chegou a quarta -feira de cinzas e a realidade do dia-dia volta a bater, mas ano que vem tem mais: ADIVINHA QUE RUMO SE O ESCOLHIDO??



Noite dos Mascarados
Chico Buarque /Composição: Chico Buarque
"Quem é você?
- Adivinha se gosta de mim
Hoje os dois mascarados procuram os seus namorados perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- ...que eu quero saber o seu jogo
- ...que eu quero morrer no seu bloco...
- ...que eu quero me arder no seu fogo
- Eu sou seresteiro, poeta e cantor
- O meu tempo inteiro, só zombo do amor
- Eu tenho um pandeiro
- Só quero um violão
- Eu nado em dinheiro-
Não tenho um tostão...
Fui porta-estandarte, não sei mais dançar
- Eu, modéstia à parte, nasci prá sambar
- Eu sou tão menina
- Meu tempo passou
- Eu sou colombina
- Eu sou pierrô
Mas é carnaval, não me diga mais quem é você
Amanhã tudo volta ao normal
Deixa a festa acabar, deixa o barco correr, deixa o dia raiar
Que hoje eu sou da maneira que você me quer
O que você pedir eu lhe dou
Seja você quem for, seja o que Deus quiser
Seja você quem for, seja o que Deus quiser"

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SAUDADE; PALAVRA DE MIL SENTIMENTOS E SEM TRADUÇÃO

Saudade, que palavra mais emblemática. Quando ela chega parece que vai dominar todos seus pensamentos, aperta o coração de tal maneira que parece que um ataque cardíaco é a sua primordial consequência.
Quem nunca sentiu saudades na vida?? Ora, ninguém, por óbvio, creio eu!
Ela pode vir através de um cheiro que sentimos, de um lugar que olhamos ou de uma lembrança qualquer trazida por algum pensamento que nos chega repentinamente a mente.
Têm pessoas que se entristecem ao senti-la, outras alegram-se por poder reviver com ela algumas lembranças, mas têm aqueles que vão além, que conseguem tirar desse sentimento inúmeras expirações.
Exemplo de reações antagónicas à este sentimento são as vivenciadas por Gil e Caetano quando exilados em Londres em razão da ditadura. Enquanto Caetano se enclausurava em um apartamento vivendo de lembranças de sua terra, Gil aproveitava para conhecer aquele novo mundo, a sua cultura. Foi um período de inúmeras descobertas, onde Gil cantou ao lado de ícones da música mundial. Neste período, Gil criou bastante, aproveitando de tudo que conseguia absorver daquela exílio.
Como se vê, neste caso a saudade fez com que Caetano se paralisasse , enquanto Gil tirou forças dela para não se deixar abater juntando-a às novas experiências para compor músicas que hoje são hinos de uma geração oprimida por um regime ditatorial.
Ninguém sabe ao certo como irá reagir a ela, portanto eu respeito quem se abate como Caetano, porém acho melhor tentar ser como Gil, buscando da saudade motivo para criar e, mais ainda, para ter forças para continuar em frente.
Este sentimento é grandioso, cheio de reações e emoções adversas!! Como disse no inicio, é totalmente emblemática, enigmática o que vem por trás dessa palavra saudade. Só não consigo entender como tem gente que ainda se impressiona com o fato de saudade não ter tradução!!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

E CHEGOU MAIS UM ANO!

Quando eu era criança tinha a sensação de que os dias demoravam anos e os anos uma eternidade; que o Natal sempre era uma coisa distante, passava esperando-o chegar: "mãe falta muito para o Papai Noel voltar?"
Hoje ele passa voando! E após ele mais um ano-novo se anuncia juntamente com as inúmeras promessas de realizações e conquistas. Todavia esse ano a única coisa que prometi foi não prometer, mas sim já entrar o ano realizando, dessa forma o que eu esperei foi não esperar mais para fazer e, assim, não deixar as promessas se perderem juntamente com os dias até ficarem velhas com o ano!
Hoje, dia 5 de janeiro, já não tenho promessas para dar seguimento, mas sim conquistas em pleno andamento para futuras e próximas realizações!
P.S; já estou no quinto dia do regime...hehehe






terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Belezas escondidas: Welcome to Jaguari City


Tem gente que não pode nem pensar em sair de perto da modernidade, mas às vezes vale a pena largar um pouco esse lado futurista e voltar um pouco no tempo.
Não precisa ir muito longe para isso! Nem pensar em pegar um avião rumo ao Velho Continente quando o nosso passado está mais perto do que a gente pensa.
Uma dica de "volta ao passado" é ir à Jaguari; cidadizinha pequena, mas cheia de seu charme.

Tem belezas naturais para apreciar e àquele silêncio e seguridade dos velhos tempos. Pessoas que ainda se conhecem e que mesmo sem lhe conhecer fazem questão de dar "bom dia" ou " boa noite".
Descobrir Jaguari foi um achado para mim, pois quando vou para lá me sinto super bem, consigo relaxar e curtir a chamada "paz de Deus". Tudo bem que sou suspeita para esse assunto, pois sempre gostei de lugares assim, que me fizessem sentir o cheiro do mato e de história. Adoro ficar olhando as ruazinhas com àquelas casas antigas e tentar lembrar como devia ser há uns 5o anos atrás, quando Porto Alegre ficava muito além de 4 horinhas de viagem, onde os carros nem sonhavam em ser turbo ou terem ar condicionado, onde a melhor pedida era o trem que partia dessa que hoje é uma velha estação desativada.




Porém , o que eu adoro mesmo é subir o morro do Obelisco e lá de cima ver toda a cidade, ou sair a pé para visitar qualquer pessoa da cidade, com exceção daquelas que vivem fora, nas Chácaras ou Fazendas aos arredores. Outra coisa inusitada é a velha ponte onde há uma sinaleira, pois só passo um carro por vez, pois no passado era o trem que passava por ali.Pois é, são essas pequenas coisas que nos encantam e nos convidam a vivenciar dias atípicos de nossas vidas, onde descobrir o precário é algo mágico. Ao meu ver, sentir um pouco de nossas histórias que só ouvimos dos contos de nossos pais ou avós é algo muito importante para compreender a nossa própria evolução antes que até isso não exista mais, pois a modernidade tá aí cada vez mais abrangente!!

Observem as fotos e tirem suas próprias conclusões; será que aqui em Porto Alegre podemos vivenciar isso?? Acho que não, pois se existirem talvez a descoberta não ocorra pelo medo do inseguro!!
Vamos, pegue um dia e vá descobrir um pouco de nossa cultura!!